segunda-feira, 25 de maio de 2009

Na Vizinhança

Vejo as casinhas e me pergunto:
Por quê?
Os telhados em sua rotina enviesada
Protegendo da chuva, da friagem e do sereno,
Os forros alinhados rebatendo o calor
E sustentando as lâmpadas,
As vigas sólidas suportando a família
E me pergunto:
Por quê?

Dentro, silenciosamente, dormem os conviveres,
Freneticamente, os números se multiplicam
Vagarosamente se acordam as mães,
Os pais que se despertam para o despertar
Dos filhos, que logo se irão para o mundo
Para seus próprios telhados
Para seus próprios pilares
Para as mesmas janelas
Que nada questionam, só espiam,
Espiam e protegem do vento e das moscas.
Por quê?

Ao topo, as antenas; o alimento das novidades
Que vêm do céu, a esperança que nuca dorme.
Do lado de fora, apenas a garagem espera,
É uma longa espera que nunca cessa
Tal como o pensamento, que me pergunta:
Por quê?


Cornélio Procópio, 18 de maio de 2009.

O Perdão

Amor, me perdoa
Perdoa marte tão longe assim