sexta-feira, 27 de setembro de 2013


Esperará no virá um dia a ser
pelo que não houve, sem saber
Que tudo que não houve foi,
por ser, por saber, por querer
que o que fosse, fosse
E se fosse, fosse, fosse fosse
No ter, no haver, no querer
No libertas que será tamem,
Num amém antes do almoço,
Fosse, eu, um velho moço,
Fosse eu também esse bom moço
Diria eu: “Quisera eu viver nesse
Alvoroço”. E se soubesses
Ah, soubesses tu que me roubara
A alma, antes mesmo de que pudesse
A poesia fazer parte do teu nunca,
Quisera eu que pudesses ser comigo
Antes. E se não posso ser contigo
Esse teu anterior a mim
Peço que não possas envelhecer,
Que não consigas, nunca, envelhecer,
Pois o tempo que tenho mora
Na ternura desse tempo que tenho dela.

terça-feira, 16 de abril de 2013

De vez em quando


Não perco nada
Não ganho nada
Apenas vivo
Num quase nada
Tão de repente
Que de repente
Um sonho tenho
Nem sempre bom
Às vezes triste
Que me transtorna
Ou me apaixona
Por ser de nada
Muito obrigado
Quisera sempre
Num por favor
Sonhar um dia
Um vez em quando
De quando em quando
Em que não fosse
O mesmo sempre
Esquecimento
De uma lembrança
Tão prazerosa
Pecaminosa
Que sempre diz
Ao meu ouvido
É proibido
Desimpedido
Seria tão
Tão de repente
Que outrora o sempre
Seria sempre
Um dia lindo