Esperará no virá um dia a ser
pelo que não houve, sem saber
Que tudo que não houve foi,
por ser, por saber, por querer
que o que fosse, fosse
E se fosse, fosse, fosse fosse
No ter, no haver, no querer
No libertas que será tamem,
Num amém antes do almoço,
Fosse, eu, um velho moço,
Fosse eu também esse bom moço
Diria eu: “Quisera eu viver nesse
Alvoroço”. E se soubesses
Ah, soubesses tu que me roubara
A alma, antes mesmo de que pudesse
A poesia fazer parte do teu nunca,
Quisera eu que pudesses ser comigo
Antes. E se não posso ser contigo
Esse teu anterior a mim
Peço que não possas envelhecer,
Que não consigas, nunca, envelhecer,
Pois o tempo que tenho mora
Na ternura desse tempo que tenho dela.