quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Homem de Palavra
O homem é a palavra
A palavra própria, propriamente
Imprópria, alheia
A que é lembrada por ter sido
A que diz quando pensa
A que pensa quando dizem
A que pensa que dizem
A que escreve
E escreve à lápis
Se disso difere
É qualquer coisa
Entre a humanidade
E a existência.
É o que não é lembrado
É o que não foi
É o que não diz,
Apenas pensa
Apenas pensa e escreve
Escreve à caneta
Você tinha razão, meu caro
É impossível ser feliz sozinho
Mas é impossível amar acompanhado
Detesto não saber usar o lápis
Bem que tento
Mas a existência me tenta.
Às vezes, ter razão é detestável.
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