quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Para quando estivermos livres das angústias que sentimos

Amemos a humanidade
Ainda que ela não nos ame
Ainda que ela não se ame
Ainda que não saiba o que é amor.
Amemos, porém, para que nos encontre
E que esse encontro lhe revele
O amor no seio dos amantes
E assim possamos nos descobrir
No verdadeiro amor que nos pertence
E se tardarmos a nos reconhecer
E se chegarmos a nos desencontrar
E se o tempo nos desencantar
E a distância nos envelhecer
Amemos ainda mais
Amemos um ao outro
Como nunca nos amamos
Amemos a idéia
Amemos a memória
Amemos a peça de roupa
Esquecida no armário
Cujo perfumo se foi
Mas resiste na lembrança
Amemos naquele bilhete antigo
Deixado no meio de um livro
Que por motivos desconhecidos
Fomos chamados à releitura
Amemos no pedido do restaurante
O mesmo daqueles dias
Amemos aqueles dias
Amemos todos os dias
Para que um dia possamos dizer
Que sabemos o que é o amor.

Curitiba, 25 de outubro de 2009
P.S.: "O que eu sofri por causa de amor ninguém sofreu"

6 comentários:

Anônimo disse...

Como sempre, visceral e tocante, especialmente para um domingo...

Unknown disse...

Sejamos... Sejamos sempre viscerais... assim falou lathereza

Anônimo disse...

Tanto melhor!

Unknown disse...

Enquanto isso, na Cidade Clima...
A chuva cai, invadindo a janela com seu cheiro, que não é de terra molhada, não é cheiro de asfalto...
Propriamente é cheiro de chuva.

Unknown disse...

gostei mto desse!!!!!!!

Unknown disse...

Tenho uma relação estranha com ele... Parece que ele me toca de uma forma diferente dos outros que escrevi.