sábado, 21 de novembro de 2009
Locomotiva
Logo cedo
Sai da cama
Lava o rosto
Lava roupa
E põe a roupa
No varal
E põe a roupa
E tira a roupa
Limpa a casa
Arruma a casa
E passa a roupa
E passa passa
Passa o tempo
Passa passa
Na cozinha
Pra fazer
A comidinha
O fogão ta carregado
De panela que não cansa
De ferver e ferve e ferve
É o feijão quase queimando
O arroz ficou no ponto
Macarrão ficou grudando
Minha nossa, minha nossa
Minha-nossa, minha-nossa
Manhê!
Serve o almoço
Arruma o filho
Manda o filho
P’ra escola
E senta junto
P’ra fazer
Lição de casa
Casa, casa
Papai chega
Papai come
Papai dorme
Papai some
Filho cresce
Filho esquece
Filho casa
Logo tem a própria casa
E ta vindo um netinho
Neto nasce
Vovó chora
Logo chama
Vovozinha
Vovó cuida
Vovó beija
Abraça e brinca
E o nenenzinho
Logo cresce
Logo esquece
Ninguém nota essa velhinha
Ai, mãezinha, a vovozinha
Ta chorando encolhidinha
Chora em seco a mulher forte
Forte, forte, forte, forte
Manhê!
P.S.: Para não dizerem que só sei falar de amor, falemos um pouco mais...
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5 comentários:
(...)Voa, fumaça
Corre, cerca
Ai seu foguista
Bota fogo
Na fornalha
Que eu preciso
Muita força
Muita força
Muita força (...)
Trem de Ferro, T. Jobim e M. Bandeira
Manuel Bandeira...
Tom Jobim fez a música quando gravaram... anos depois.
A referência e a confluência são inevitáveis...
Sim, me referia a esta confluência.
Poesia e música.
A influência da sonoridade é nítida, no entanto a temática é outra.
Não sou parnasiano, longe disso, mas gosto da forma. Não posso negar, contudo, que meu negócio é falar de amor...
Ou da falta dele.
Estranho, mas parece que essa é a única maneira de conversarmos amigavelmente. Não queria que fosse assim, mas isso está cada vez mais comum.
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