quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Playground
Suspiras e tua dúvida me alcança
No alto do edifício que ao céu arranha.
Moves-te em mim, ébria em tua façanha
De não estar estando em minha vizinhança.
Caminhas pela escada, brincas na balança.
Percebes os meus olhos, se desfaz em manha
Que no calor da tarde te invade e te assanha,
E vejo-te sorrindo entre as crianças
A invariável dor que de ti se evade
É nas entranhas, só, a mesma dor que sinto
Enquanto o carrossel te gira sem vontade.
A janela contempla o que me é extinto
A outras janelas és, de fato, mocidade
A chuva cai, e foges num ato de instinto.
P.S.: "Não sei se é dor, saudade, ou dor da saudade
saudade que sinto do amor que te causei"
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2 comentários:
Simplesmente lindo!!! Chega a ser doído de tão lindo.
Não sei se é dor ou saudade!!!
Foi uma longa noite essa!!!
A janela, o Playground, a fumaça...
Não se faz mais saudade como antigamente.
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