terça-feira, 20 de julho de 2010

XXIII - Sentimentos Sentidos, Sentidos e Sentimentos



Amo-te no aroma achocolatado
Com que decoras o ar que me cerca
Quando estás, e me deixa adormecido
No rastro invisível da tua ausência.

É um vazio de gosto que silencia
O olhar ante ao momento acontecido
E o vapor permanecido peca
Por fingir-se instante inacabado.

E de pensar-te assim, de hora em hora
Me bole um tremor anoitecido
Que me morde, mastiga e não devora.

No ar, a sombra de um riso quebradiço
Chora a brisa a varrer-te sem demora
Nos vapores do teu cheiro maciço

P.S.:Desculpa-me a demora. Sei que demorei, espero que não seja tarde.
Ainda continuo me perguntando se essa é a história, ou se apenas gosto disso. Na dúvida, sigo escrevendo.

2 comentários:

JuNadal disse...

Merveilleux!!!

Anônimo disse...

LIndo, lindo, lindo...