quarta-feira, 20 de julho de 2011

Sobre como as madrugadas caribenhas...

Sobre como as madrugadas caribenhas podem ser nocivas quando um aroma desencadeia uma cascata de lembranças de uma época amavelmente depositada naqueles sonhos que tentamos sonhar todas as noites.


Era você ali presente naquele cheiro de areia salgada que se prolongava pelos caminhos diários. Um aroma que me palpitava as pálpebras num surto frenético de sobriedade que me tragava a cada suspiro, lembrando-me de um eu inexistente, distante de mim, desconhecido de mim, irreconhecível pelo ser que um dia foi; envelhecido pelo tempo passado, pelas histórias passadas, por tudo que não se passa, pelo que passou. O mal da saudade não é corroer o ser que sente, mas fazê-lo sobreviver quando os demais sentimentos não têm sentido.

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