domingo, 20 de dezembro de 2009

Desaconchego

Pego-me às estrelas a depositar
memórias, leito de todas as histórias
Que vivi à solidão da lua, do mar,
Do passo na rua que desce sem motivo.

Não sei se é dor ou saudade, ou dor da saudade,
Saudade que sinto do amor que te causei
Pois saudade é dor que se dói pela metade,
Dói à lua, ao mar, dói à rua em que passei.

Amar é um não saber sentir sem ter sentido.
Doída, doente, diariamente invade
A solidão da rua que desce ilusória

Pela madrugada ausente de abrigo
Um chorar amargo, vazio de tempo, arde
Na dor que na lembrança dói sem ter sentido

P.S.: You will never walk alone, but I will.

8 comentários:

Anônimo disse...

Wish you were here!!!

Anônimo disse...

Não: Não quero nada.
Já disse que não quero nada (...)

Queriam-me casado, fútil quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havermos de ir juntos? (...)

Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta
Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho...

LISBON REVISITED

Anônimo disse...

I am, I always will.
I am in the taste of your black coffe, in the quiet side of your bad, in the book you read and say "I wish you read it too".

Anônimo disse...

(...) Vladimir: Well, shall we go?
Estragon: Yes, let's go.

They do not move.

Waiting for Godot
Samuel Beckett

Unknown disse...

"Should I stay or should I go" (The Clashes)
It's a long way till Kansas baby!
It's better you be confortable, I'm not going to stop... Take a deep breath!!!

Anônimo disse...

I am very grateful for the colors that one day you brought to my life...

Never forget it

Girl With No Name disse...

Beautiful poem! A true word-artist you are, my friend!

JuNadal disse...

Très joli!!! xD