Ando cansado dessa ressaca verbal
Que me apetece dia após noite
Nessa rotina estática que te faz
Gíria no meu verso metrificado.
Sempre me dei bem com Vladimir,
Mas entre a vodca e o tédio,
Prefiro morrer desse amor intedioso
Que me insatisfaz aprisionado
Num deleite inconstante
Desse ser que me paralisa
Num acontecimento presente
Desse ser apaixonado que me trai
Ritmicamente, me esquece nitidamente,
Mas que, existidamente, me completa
Em sua plenitude de existência.
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