Apesar de tanto apesar a pesar
E pesar tanto esse tanto pesar
De se viver e morrer e lutar,
Viver é lutar, amar e sonhar.
E se te desdisserem, esteja certo
Que tal amargo o coração deserto
Desertado foi de um amor discreto
E agora já fechado, outrora aberto
E a esse fechamento não há outra
cura:
Querer-se se ver salvo da amargura
E amar a si mesmo em forma pura.
E assim, de tanto o pesar, o
sofrer,
No amor de si, em si se perecer
Viver será mais que sobreviver.
Ponta
Grossa, 3 de março de 2026.
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