sábado, 26 de março de 2011




Antigamente, o portão era trave
A pinha, a bola do meu sucesso
A vassoura facilmente se transformava
No cavalo ágil que me levava
Por entre muitas aventuras
De uma hora para outra, o bandido
Virava xerife, e um grave ferimento
Sempre sarava ao final da brincadeira,
Pois as armas não passavam de pedaços
De pau, que eram espadas e revólveres
Conforme o sabor da imaginação
Hoje, a trave é só uma passagem
A bola é sinal de sujeira
O cavalo limpa a casa
O bandido é bandido
E o xerife vive nos filmes de bang-bang
Os amigos já não se levantam
Se forem atingidos, pois as armas
Não são mais imaginárias

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