Vejo-te na moldura vernacular que a luz reproduz na minha janela. É meu quarto quase balzaquiano dizendo teu nome à luz que te chama entre as persianas. Teu sexo me chama num uivo de vento; Ainda que não saiba o que estás fazendo, talvez dormindo, talvez fazendo qualquer coisa que queria eu estar fazendo contigo a esta hora, mesmo que qualquer coisa fosse dormir, mesmo que qualquer coisa fosse estar, estar pensando no eu que se reproduz nas tuas mãos vazias, dedilhando uma mensagem ao telefone, mesmo que qualquer coisa fosse qualquer coisa a se pensar passadamente, mesmo que qualquer coisa fosse qualquer coisa, que não esquecimento.
4 comentários:
Adorei...algumas palavras me tocaram, sinceramente..."mesmo que qualquer coisa fosse qualquer coisa, que não esquecimento"...E não foi por uma mera razão que meu coração bateu mais forte naquele dia...(RJ)...(Ah, não foi apenas naquele dia que ele bateu mais forte,enquanto ele bater, baterá na mesma intensidade ao te ver, sgora está mais fácil evitar tal colisão, entre dois corações).
"A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida" (V.M.)
O que é o encontro? Presença física?
Para mim o encontro pouco significa ao lembrar que meu coração bateu muitas vezs por alguém que eu não podia tocar, nem ao menos ver... Ao pensar que havia muitas pessoas do meu lado e eu só me sentia preenchida quando falava com alguém que estava longe, muito mais longe do que eu podia alcançar. O encontro então seria um contato esperado, mas a falta desde contato não me impede de viver por alguém que eu espero encontrar um dia...
Well...
Bem vinda ao meu mundo!
ou, pelo menos, a parte dele, pois já estou sentindo falta até de mim mesmo. Mas como me encontrar sendo que não me conheço.
"A melhor maneira de se conhecer é se dando a alguém" (N.R.).
Não sei, viu!
Talvez as pessoas a quem eu mais me dei foram aquelas que me viam como uma pessoa muito melhor do que eu creio ser. Talvez tenham sido influenciadas pelas palavras...
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