É nessas horas que o homem vira criança: quando a certeza de tudo que poderia ser, mas não foi, se mistura com os hiatos de memórias deixadas em um passado, nem sempre recente, mas latente, que se desenha a cada instante, em cada palavra dita por outras pessoas, pelo silêncio de outras pessoas, e por todas as coisas que fazem aquele perfume transitar pelos anos passados, adocicando um presente nem sempre amargo; doce, o presente, de repente, se transforma num horizonte de transitório e imaginário, estupidamente imaginário, em que outras pessoas se transformam em outras pessoas por alguns instantes. E nesses instantes, quando acordamos,
mesmo já acordados, mas fechamos os olhos querendo sonhar o mesmo sonho novamente, o sabor adocicado se transforma num isopor com pitadas de pimenta vermelha (calabreza) jogada sobre a massa branca na tentativa de dar àquele instante um gosto um pouco mais picante. Como uma fruta verde, um isopor com pimenta, ou perguntar ao florista se há tulipas disponíveis nesse verão tropical, o amor sempre foi uma ilusão que vale a pena.
mesmo já acordados, mas fechamos os olhos querendo sonhar o mesmo sonho novamente, o sabor adocicado se transforma num isopor com pitadas de pimenta vermelha (calabreza) jogada sobre a massa branca na tentativa de dar àquele instante um gosto um pouco mais picante. Como uma fruta verde, um isopor com pimenta, ou perguntar ao florista se há tulipas disponíveis nesse verão tropical, o amor sempre foi uma ilusão que vale a pena.
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