quinta-feira, 30 de outubro de 2008

XVI


Amo-te, minha amante desonesta
Seguro deste amor que te venero
Esqueço o esquecimento e persevero
Por ser a pouca vida que me resta

Se em vão nenhum amor é descoberto
Vivê-lo é mal preciso ao bem da vida
É dom, é dor, é sal sobre a ferida
É hóstia amarga se ausente o seu afeto

Mas bem melhor viver em vã ventura
A descobrir-se à noite descoberto
Por faltar calor, amor e aventura

Amar é dedicar-se à dura lida
De sonhar sem medo da amargura
Do sol raiar ao som da despedida

Um comentário:

Anônimo disse...

You gimme fever...