XVI
Amo-te, minha amante desonesta
Seguro deste amor que te venero
Esqueço o esquecimento e persevero
Por ser a pouca vida que me resta
Se em vão nenhum amor é descoberto
Vivê-lo é mal preciso ao bem da vida
É dom, é dor, é sal sobre a ferida
É hóstia amarga se ausente o seu afeto
Mas bem melhor viver em vã ventura
A descobrir-se à noite descoberto
Por faltar calor, amor e aventura
Amar é dedicar-se à dura lida
De sonhar sem medo da amargura
Do sol raiar ao som da despedida
Um comentário:
You gimme fever...
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