quarta-feira, 9 de julho de 2008

Pluviosidade

Minha amada tem cheiro de chuva.
Cai dolente, perfumando a saudade.
Severamente, é a dor na tempestade
Que chove, chove, chove sem parar.

Se ao calor de uma triste despedida
A ausência a ser vivida me enfraquece,
Minha amada é lágrima caída
Com gosto imortal de felicidade.

Minha amada é chuva chovida
Com um vento gelado que aquece
A esperança: eu sei, ela voltará!

Minha amada tem cheiro de chuva
Inconsciente, é indiscreta saudade
Dos muitos eu que sem ela não há.

Nenhum comentário: