E assim sigo me apaixonando
Ora por belas pernas, ora por outras
Pernas, não tão belas, mas que me fazem
Fugir dos beijos teus vividos
No passado, mas que ainda me aprisionam.
E nas horas em que me faço querer
Outras mulheres, acabo por te ter
Em outros rostos, te ouvindo em outras vozes,
Te chamando em outros nomes.
Mas se o grito que me cala outra
Vez me for ouvido, torno a querer-te
Solitário entre outros versos, nas mesmas
Lembranças. Entre noites vividas
No passado, entre beijos passados
Que me despertam nas noites insones.
E assim sigo me apaixonando
Para esquecer o que acordei lembrando
Depois da noite irreal em que em meus
Braços vi o sol te amanhecendo,
No esmaecer do teu sorriso que a luz
Transformou em ilusão e a memória
Castigando a solidão como em doença.
E agora outros rostos, quaisquer de qualquer hora
E outras palavras eternizadas na descrença
De um ouvido qualquer e imagens tentadoras.
E a sobriedade, enfim, ora... ora...
É tanta gente, são tantas gentes e amar não consigo
É tanta gente amando, tanta gente sorrindo
E cantando e esquecendo, tanta gente, gente, gente!
E poucas pessoas assim, simplesmente vivendo
Como vida inteligente.
E para lembrar o quanto sigo te amando
Saio de casa todo dia dizendo:
Hoje vou me apaixonar!
Ora por belas pernas, ora por outras
Pernas, não tão belas, mas que me fazem
Fugir dos beijos teus vividos
No passado, mas que ainda me aprisionam.
E nas horas em que me faço querer
Outras mulheres, acabo por te ter
Em outros rostos, te ouvindo em outras vozes,
Te chamando em outros nomes.
Mas se o grito que me cala outra
Vez me for ouvido, torno a querer-te
Solitário entre outros versos, nas mesmas
Lembranças. Entre noites vividas
No passado, entre beijos passados
Que me despertam nas noites insones.
E assim sigo me apaixonando
Para esquecer o que acordei lembrando
Depois da noite irreal em que em meus
Braços vi o sol te amanhecendo,
No esmaecer do teu sorriso que a luz
Transformou em ilusão e a memória
Castigando a solidão como em doença.
E agora outros rostos, quaisquer de qualquer hora
E outras palavras eternizadas na descrença
De um ouvido qualquer e imagens tentadoras.
E a sobriedade, enfim, ora... ora...
É tanta gente, são tantas gentes e amar não consigo
É tanta gente amando, tanta gente sorrindo
E cantando e esquecendo, tanta gente, gente, gente!
E poucas pessoas assim, simplesmente vivendo
Como vida inteligente.
E para lembrar o quanto sigo te amando
Saio de casa todo dia dizendo:
Hoje vou me apaixonar!
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